A sintegração sobre abertura teve uma dinâmica bem interessante, cada pessoa transitava por salas individuais diferentes, cada qual tinha um tema. A cada rodada as pessoas alternavam entre 3 funções: debatedores, observadores e críticos. Os debatores tinham a função obvia de debater, já os observadores deveriam anotar o debate, enquanto os críticos deveriam julgar não o conteúdo discutido, mas a qualidade do debate e formas de aprimora-lo. Os debates foram baseados nos seguintes artigos:
Por uma arquitetura virtual, Magia além da ignorância: virtualizando a caixa preta, London: Architecture design and technology press, Arquitetura, interação e sistemas, Teoria do não-objeto e Design: obstáculo para remoção de obstáculos?. O mundo codificado.
artigos: A dinâmica foi bem interessante, mas acredito que não foi tão produtiva pelo fato de os conceitos dos artigos serem muito complexos, então muitas vezes a discussão era mais para entender os conceitos básicos do que para discorrer sobre as perguntas propostas.
Uma das discussões que foi bem interessante foi sobre quais os limites de um não objeto, e sobre se aproximar o máximo possível desse conceito utópico, sem cair na necessária padronização que acontece com o uso. Além disso, discutimos sobre se seria possível representar um não objeto, tendo uma não imagem, e sobre qual seria a ordem que tudo isso se organiza. O não objeto antecederia o objeto ou seria póstumo a ele? A imagem viria antes do objeto ou depois? E a não imagem onde ficaria? Chegamos a conclusão que essa ordem depende muito da perspectiva de cada sendo que nenhuma está necessariamente certa ou errada.
Outra discussão muito interessante foi diferenciando ação e reação e interatividade, um conceito muito importante para a abertura de usos. Por mais que alguns locais do dia a dia levem necessariamente a interação de duas pessoas, como a interação de um caixa de banco e um cliente, ela é tão fechada que entra mais na lógica de ação e reação com um funcionamento quase que computadorizado. Para um sistema ser tido como interativo ele precisa ser um circuito, com possibilidades abertas e variáveis.
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